Pesquisando um pouco na minha mente, percebi que costumo gostar bastante de um padrão de álbum onde o artista está tentando algo novo, seja alterando a voz, introduzindo uma nova lírica ou falando de algo mais impactante, saindo 100% da sua zona de conforto. Esse padrão costuma sempre estar presente nos meus pensamentos, penso que o artista que se arrisca dessa maneira praticamente conquista de uma só vez o titulo de Vim Pra Somar, se despedindo da lista de brotinhos musicais.
Pensando nisso, montei uma lista com 5 álbuns em que o artista abre o relacionamento com seu nicho de origem e vai atrás de novos ares.
5. Batidão Tropical — Pabllo Vittar
Batidão Tropical chega em 2021 como um dos pilares da repopularização do tecnobrega e de outras sonoridades regionais brasileiras dentro do pop mainstream.
O gênero, que em determinado momento já teve enorme presença nas rádios brasileiras, acabou ficando em baixa durante alguns anos, sendo muitas vezes reduzido a um nicho, mesmo ainda sendo extremamente representativo para uma das regiões mais importantes do país: o Norte.
O álbum tem como destaques “Triste com T” e “Ultra Som”, sendo a segunda um remix em drum and bass de uma das músicas mais conhecidas do tecnobrega. Dentro da proposta de ruptura, Pabllo não abandona totalmente sua veia pop e eletrônica, mas aprofunda uma estética regional de forma muito mais direta e assumida.
Batidão Tropical chega em 2021 como um dos pilares da repopularização do tecnobrega e de outras sonoridades regionais brasileiras dentro do pop mainstream.
O gênero, que em determinado momento já teve enorme presença nas rádios brasileiras, acabou ficando em baixa durante alguns anos, sendo muitas vezes reduzido a um nicho, mesmo ainda sendo extremamente representativo para uma das regiões mais importantes do país: o Norte.
O álbum tem como destaques “Triste com T” e “Ultra Som”, sendo a segunda um remix em drum and bass de uma das músicas mais conhecidas do tecnobrega. Dentro da proposta de ruptura, Pabllo não abandona totalmente sua veia pop e eletrônica, mas aprofunda uma estética regional de forma muito mais direta e assumida.
4. Bad Cameo — Lil Yachty & James Blake
O álbum que uniu essa dupla espetacular mostra uma linha sonora muito característica de James Blake, mas, em contrapartida, bastante distante do trap sulista que Lil Boat está careca de saber fazer.
Mesmo sem alcançar o topo das paradas, o projeto conseguiu receber bons elogios da crítica, com notas acima dos 70% em alguns portais de respeito. Faixas como “Save the Savior”, “Woo” e “Transport Me” resumem muito bem como o álbum soa em grande parte dos seus 43 minutos. Pelo lado de Lil Yachy uma grande viagem nesse novo céu, enquanto James Blake no máximo chega na varanda de sua própria casa.
O álbum que uniu essa dupla espetacular mostra uma linha sonora muito característica de James Blake, mas, em contrapartida, bastante distante do trap sulista que Lil Boat está careca de saber fazer.
Mesmo sem alcançar o topo das paradas, o projeto conseguiu receber bons elogios da crítica, com notas acima dos 70% em alguns portais de respeito. Faixas como “Save the Savior”, “Woo” e “Transport Me” resumem muito bem como o álbum soa em grande parte dos seus 43 minutos. Pelo lado de Lil Yachy uma grande viagem nesse novo céu, enquanto James Blake no máximo chega na varanda de sua própria casa.
3. Carnaval Eletrônico — Daniela Mercury (Meu álbum favorito dessa lista):
Carnaval Eletrônico é o resultado de um longo bootcamp que nossa rainha e criadora do axé fez na Alemanha. A própria Daniela já comentou que ver os eventos nas ruas de Berlim despertou nela a vontade de unir algumas de suas inspirações aos gêneros que tinha acabado de ver de perto, especialmente pelo impacto deles em festas de rua.
O álbum tem uma das músicas mais conhecidas da artista, “Maimbê Dandá”, além de várias faixas que carregam um significado fortíssimo para o carnaval de hoje, como “O Canto da Rainha”, “Quero Ver o Mundo Sambar” e a própria “Maimbê Dandá”.
Hoje é comum observar blocos eletrônicos ganhando espaço nas grandes capitais. Quando lembramos que Carnaval Eletrônico é de 2004, percebemos o quanto esse álbum foi impactante ao unir a festa mais brasileira do mundo a gêneros tão globalizados.
Carnaval Eletrônico é o resultado de um longo bootcamp que nossa rainha e criadora do axé fez na Alemanha. A própria Daniela já comentou que ver os eventos nas ruas de Berlim despertou nela a vontade de unir algumas de suas inspirações aos gêneros que tinha acabado de ver de perto, especialmente pelo impacto deles em festas de rua.
O álbum tem uma das músicas mais conhecidas da artista, “Maimbê Dandá”, além de várias faixas que carregam um significado fortíssimo para o carnaval de hoje, como “O Canto da Rainha”, “Quero Ver o Mundo Sambar” e a própria “Maimbê Dandá”.
Hoje é comum observar blocos eletrônicos ganhando espaço nas grandes capitais. Quando lembramos que Carnaval Eletrônico é de 2004, percebemos o quanto esse álbum foi impactante ao unir a festa mais brasileira do mundo a gêneros tão globalizados.
2. Honestly, Nevermind – Drake:
Honestly, Nevermind foi lançado logo depois de Certified Lover Boy, um álbum extremamente badalado, que quebrou recordes e ainda foi colocado como “oponente” direto de Donda.
Drake entrega, logo em 2022, uma versão de si mesmo que já era conhecida, mas nunca completamente aprofundada. O lançamento de um álbum clubber não era exatamente esperado, já que muitas teorias apontavam que as grávidas da capa de CLB poderiam significar alguma grande novidade para o próximo projeto.
Essa leitura só ganhou mais sentido depois, quando Her Loss foi lançado, explicando melhor por que “Jimmy Cooks”, com 21 Savage, havia sido colocada em um álbum de eletrônica.
Honestly, Nevermind é, pelo menos para mim, um bom álbum, com boas faixas de destaque como “Falling Back”, “Texts Go Green” e “Sticky”, que resumem basicamente a atmosfera do projeto.
Honestly, Nevermind foi lançado logo depois de Certified Lover Boy, um álbum extremamente badalado, que quebrou recordes e ainda foi colocado como “oponente” direto de Donda.
Drake entrega, logo em 2022, uma versão de si mesmo que já era conhecida, mas nunca completamente aprofundada. O lançamento de um álbum clubber não era exatamente esperado, já que muitas teorias apontavam que as grávidas da capa de CLB poderiam significar alguma grande novidade para o próximo projeto.
Essa leitura só ganhou mais sentido depois, quando Her Loss foi lançado, explicando melhor por que “Jimmy Cooks”, com 21 Savage, havia sido colocada em um álbum de eletrônica.
Honestly, Nevermind é, pelo menos para mim, um bom álbum, com boas faixas de destaque como “Falling Back”, “Texts Go Green” e “Sticky”, que resumem basicamente a atmosfera do projeto.
1. Boogie Naipe – Mano Brown:
Em Boogie Naipe Mano Brown nos mostra um lado até então oculto na carreira do artista, falar de amor um álbum de Dance / Soul era algo que provavelmente ninguém esperava que um dos maiores se não o maior rapper brasileiro faria. O álbum que despensa comentários tem algumas grandes faixas como destaque, "Dance, Dance, Dance", "Gangsta Boogie" e "Adicto".
Para mim, esse projeto simboliza muito bem o começo de um compromisso com a autoevolução pessoal que Brown firmou consigo mesmo. A partir desse lançamento, o rapper se mostrou cada vez mais aberto a mudanças significativas no seu próprio jeito de analisar o mundo, os afetos e os ambientes onde ele e os seus estão inseridos.
Em Boogie Naipe Mano Brown nos mostra um lado até então oculto na carreira do artista, falar de amor um álbum de Dance / Soul era algo que provavelmente ninguém esperava que um dos maiores se não o maior rapper brasileiro faria. O álbum que despensa comentários tem algumas grandes faixas como destaque, "Dance, Dance, Dance", "Gangsta Boogie" e "Adicto".
Para mim, esse projeto simboliza muito bem o começo de um compromisso com a autoevolução pessoal que Brown firmou consigo mesmo. A partir desse lançamento, o rapper se mostrou cada vez mais aberto a mudanças significativas no seu próprio jeito de analisar o mundo, os afetos e os ambientes onde ele e os seus estão inseridos.
Ainda tenho no meu coldre mais alguns grandes projetos, provavelmente com rupturas de gênero bem maiores do que as dos listados acima. Mas, para evitar que esse seja mais um dos LONGUISSIMOS textos que eu costumo soltar aqui no espaço decidir deixar para um outro momento. Abraços pessoal!
@ihasmim
@wgledston